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O Brasil é
um país de natureza exuberante, com enorme rede hidrográfica
e grande parte de sua costa banhada pelo mar. Ter e manter um aquário
é um fascinante e crescente hobby no país, através
do qual podemos reproduzir um pedacinho desses ecossistemas em nossos
próprios lares.
Ao contrário
do que muitos imaginam, ter peixes como animais de estimação
não é trabalhoso e sim, muito prazeroso. O problema é
que muitos compram seu primeiro aquário com UM peixinho tão
lindinho sem estudar e pesquisar o assunto antes. Os cuidados necessários
são simples, mas podem aniquilar toda a população
de um aquário se não forem adequados. O resultado é
ver o peixinho lindinho boiando sem vida e concluir que fazer
um aquário dar certo é muito difícil! O sucesso de
um aquário não tem nada a ver com sorte, ele é resultado
de conhecimento.
60
cm x 30 cm x 40 cm (Comprimento x Largura x Altura) é um
bom tamanho e bastante comum nas lojas de aquarismo
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Como todo ser
vivo, os peixes precisam de alguns cuidados específicos (não
adianta querer alimentar um cachorro com salada, não é?)
e antes de começar este hobby é preciso aprender o básico
sobre espécies de peixes e manutenção de aquários.
Primeiramente,
muitos iniciantes acreditam ser melhor e mais fácil começar
com um aquário pequeno. Curiosamente, neste caso, a realidade é
o inverso. Na maioria dos casos, um aquário de tamanho médio
ou grande é mais fácil de se manter.
Uma das razões
é que um aquário pequeno possui uma capacidade de volume
de água muito limitada, ao contrário do que acontece no
habitat natural do peixe. Quanto mais similar o habitat de seu aquário
for do habitat natural do peixe que você escolher, maiores serão
as chances de sucesso. Além disso, qualquer forma de poluição
ou infecção que cause a morte de um peixe em seu aquário,
se propagará mais rapidamente em um aquário pequeno do que
em um que tenha muito mais volume de água. É como a propagação
da gripe em um ambiente pequeno e fechado. O volume de água que
um aquário médio ou grande contém é uma grande
vantagem e vai trabalhar a seu favor, minimizando os efeitos de alguns
equívocos que você possa cometer, sendo um iniciante e tentando
criar um habitat melhor para seus peixes.
Outro erro
comum cometido pelo iniciantes é a velocidade com que enchem seus
aquários de água e a velocidade com que introduzem os peixes
nele. Você deve ter sempre em mente que está criando um ecossistema
similar ao habitat natural do peixe que quer introduzir. Será que
o peixe vive sozinho na natureza? É claro que não! Ele vive
entre bactérias, fungos e diversos outros microorganismos, sem
mencionar as plantas e outras criaturas.
Por isso, recomenda-se
que o aquário seja enchido aos poucos, dando tempo para que alguns
desses benéficos microorganismos se desenvolvam na água
antes da introdução de vários peixes.
Em um ambiente
natural as fezes dos peixes são rapidamente diluídas, mas
em um aquário os resíduos das fezes poluem a água
e a tornam insalubre para o seu peixe. O principal componente desses resíduos
é a amônia, liberada nas fezes, pelas brânquias e pela
decomposição das fezes e restos de comida. Existem bactérias
que consomem amônia e a transformam em nitrito, que é menos
ofensivo para os peixes e, ainda, outras bactérias que consomem
o nitrito e o transformam em nitrato, sendo este ainda mais inofensivo
para os peixes do que a amônia.
Quando você
começa um aquário, essas bactérias benéficas
ainda não tiveram tempo de se desenvolver. O ideal é formar
inicialmente uma pequena fonte de amônia (apenas alguns peixes pequenos)
e esperar algumas semanas até que colônias dessas bactérias
cresçam e você possa aumentar a população de
peixes.
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